quarta-feira, 25 de março de 2009

O verdadeiro grande irmão


Educados que fomos, como diz o Luiz Fernando Veríssimo, pelo imaginário do cinema americano, nunca imaginava que a melhor inteligência do mundo não pudesse:
- impedir que demolissem o World Trade Center,
- achar um barbudo nas cavernas dos desertos árabes,
- impedir que seu presidente fosse alvo de sapatos arremessados duas vezes!,
- perder o posto de Big Brother para dois jovens nerds.



Sim, pois o verdadeiro Big Brother não é a CIA. É a Google.

Um exemplo típico de rapazes na hora certa e com a idéia certa. Dos 52 serviços disponibilizados pela Google eu uso certamente uma meia dúzia.

Incomoda-me o fato de eles rastrearem meu e-mail em busca de conteúdo para os anunciantes.
Pergunto também porque o GMail até hoje ainda é Beta. Seria um bom álibi para qualquer tipo de pane que venha sumir com os dados da metade da população mundial.

Enquanto isso: polícia descobre plantação de maconha pelo Google Earth na Suíça!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Trabalho e prazer

De volta à realidade?
A frase mais ouvida da semana: "back to reality". É o pessoal tentando voltar à uma tal "realidade" depois de uma suposta "ficção" de prazeres nos feriadões de final de ano. Uma espécie de choque cultural ou profissional ou mesmo existencial coletivo.

Eu tô fora dessa. Nunca aprendi a separar prazer de trabalho. Nunca estou 100% em férias, nem fora delas. Para mim, todos os dias são úteis e irremediavelmente inúteis...

;-)

Marcelo Tas em http://marcelotas.blog.uol.com.br/arch2009-01-01_2009-01-15.html#2009_01-07_10_57_11-5886357-0

A morte dos desktops


Recentemente o gerente do meu banco me consultou a respeito da decisão de adquirir um notebook ou um desktop. Argumentei que a opção pelo notebook viria da necessidade de mobilidade. Se houver necessidade de uso de computador em diversos locais diferentes com uma estrutura própria de programas e dados, então há uma clara necessidade do computador portátil. Do contrário, opta-se pelo desktop.

A despeito do fator mobilidade, o consumo de notebook cresce a cada ano. No terceiro trimestre de 2008 os notebooks registraram vendas superiores aos desktops e a perspectiva é que 55% dos computadores vendidos em 2009 sejam notebooks. É um fenômeno curioso tendo em vista principalmente que os preços ainda não se equalizaram. Com o valor pago por um notebook, compra-se um desktop muito melhor.

O apelo visual do notebook, o advento da internet 3G e o fogo no rabo, podem ser fatores para a expansão do aparelho. Certamente, em breve os preços serão equiparados e em breve presenciarei mais um evento histório na Computação: a morte dos desktops.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Enchentes no Brasil



Não dá para imaginar o que é ter sua casa totalmente invadida pela água suja. Tampouco soterrada. Quiçá a perda de parentes e familiares. É imensurável essa dor.

Manifesto aqui minha mais forte solidariedade às vítimas das águas principalmente ao povo de Muriáe, cidade na qual residi por três anos e onde possuo muitos e grandes amigos.

Para saber mais:

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Boa sorte seu “dotô”

Os advogados, os médicos e delegados policiais são historicamente chamados de doutores. Talvez pelo fato de os cursos de direito e medicina serem de forma geral os mais antigos nas universidades federais, destacando os portadores desses certificados do resto da população, já com um alto grau de baixa auto-estima. Junta-se a isso o mito do “médico-deus pode tudo” detentor de um saber inquestionável e o “adevogado acima da lei” sabedor do que se pode e não se pode fazer. Além do portentoso, ainda que simbólico (mas como há símbolos poderosos!), título de bacharel.

Esses doutores hoje são produzidos em uma escala industrial agressiva, que deixaria Ford impressionado. Hoje, qualquer pequena cidade, além da igreja, boteco, pracinha e lan-house, tem também uma faculdade de medicina ou direito.

Recentemente, um grupo de recém-formados pela UEL (Universidade Estadual de Londrina - PR) saiu para encher a cara, em frente ao Hospital Universitário, um dia antes da formatura. Seria uma bebedeira normal não fosse o fato de um bando deles decidir invadir o Hospital após a confraternização. Invadiram aos gritos, soltando rojões e causando tumulto.

Os vândalos identificados foram proibidos de colar grau no dia seguinte.

Apesar de o fato ser chocante, uma demonstração de imaturidade, falta de ética, enfim, um total despreparo humano e profissional, o que mais chocou foi o depois.
Viu-se os formandos não-bárbaros (os que não participaram da algazarra) todos de preto, como forma de protesto, no dia da formatura. Que bom, pensei eu, fizeram um protesto contra a ação dos colegas e em solidariedade aos enfermos importunados no hospital. QUAL!!! ELES ESTAVAM A FAVOR DE SEUS COLEGAS, CONTRA A DECISÃO TOMADA PELA REITORIA!
O reitor ainda promoveu uma palestra sobre ética no dia da formatura, da qual todos saíram calados sem se manifestar.
O manifesto dos alunos foi um show de arrogância, infelizmente já bastante peculiar à classe médica. Essa arrogância, muito amiga da incompetência se multiplica. Propaga-se e alastra-se pelos quatro cantos do país. Jovens médicos desdenhando a saúde pública. Desdenhando o assalariado que através de seu imposto estadual ou federal mantém a universidade na qual jovem “dotô” se formou.
Mais um problema ético, como já comentado aqui no blog.
Enquanto os jovens invadem o hospital, Daniel Manoel da Silva, 58, desabrigado em Santa Catarina, e que perdeu cinco familiares soterrados, devolve 20 mil reais achados em um casaco recebido como doação.
Sua neta, Daniele Maria Annater, de 5 anos, deve ter aprendido uma lição de ética à qual os “dotô” nunca tiveram acesso.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Controle de Produção em Desenvolvimento de Software

Vagner boa tarde. Estou iniciando em um empresa e farei a gestão de 1 supervisor e 2 programadores que utilizam um ambiente Delphi 2007 / SQL Server 2005. Que dicas vc me daria para controlar a produção? Que ferramentas teria para isto? Att.

Na Gerência de uma equipe de desenvolvimento, há aspectos tão ou mais importantes que a ferramenta de controle da produção. Em uma situação normal utilizo a seguinte técnica:simplicidade, objetividade e eficiência. Uso uma tabela (Excel,Word ou Project, dependendo do tamanho do projeto) com as colunas:

  • Id da tarefa
  • Nome do desenvolvedor
  • Horas previstas
  • Horas realizadas
  • Observações

As horas são alocadas com base histórica. Não uso FPA. O desenvolvedor me diz quantas horas vai gastar com determinada funcionalidade já com os testes básicos. Para que isso funcione é preciso que você trabalhe com desenvolvedores experientes e responsáveis. Um estagiário não conseguirá te dizer essas horas. Na metade do tempo previsto eu reviso a tarefa e/ou vou lá ver como está. Se já houver atraso ajusto o cronograma e documento o que houve.

Normalmente um desenvolvedor experiente aloca as horas em uma tarefa já prevendo possíveis imprevistos. E consegue te entregar no prazo correto, com alto índice de corretude. Isso já o coloca no seu limite de capacidadede produção. Você pode e deve, naturalmente, fazer uma crítica nas horas alocadas pelo seu desenvolvedor. Mas repito, se ele for bom e confiável, não será possível que ele entregue a tarefa em menos tempo sem afetar a qualidade.

Lembre-se: "uma mulher gera um filho em nove meses, nove mulheres não gerarão um filho em um mês." Conheça a tarefa que você vai delegar e saiba da real possibilidade de tempo de execução e pronto. Um bom desenvolvedor irá te entregar a tarefa nesse tempo.

Existem alguns outros aspectos. Penso em tratar isso em um artigo posterior. Qualquer esclarecimento a mais, entre em contato.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A Máquina e Homem

Acho que foi em 1992 ou 1993 quando eu era leitor assíduo do caderno de informática do jornal O Globo, (o Informática Etc), li uma entrevista com Bill Gates dizendo que em breve o melhor jogador de xadrez do mundo seria um computador.
Essa profecia consumou-se há exatamente um ano atrás. Em 19/11/2006 começava o último match (como se chama uma rodada de partidas no xadrez) entre máquina e homem, que terminou com a vitória da máquina.

O programa foi o Fritz, cuja versão 11.0 foi lançada hoje. O adversário humano foi o atual campeão mundial Vladmir Kramnik, vencedor do torneio que comentei em outro post.


Essa disputa entre homem e máquina foi uma escalada que popularizou-se em 1992, quando a IBM propôs o desafio a Kasparov (campeão mundial na época). O foco da IBM foi poder no hardware de processamento, através do desenvolvimento de um super-computador dedicado ao jogo, o Deep Blue.



Já o Fritz é um software que pode ser executado em um computador doméstico.

Até hoje o placar homem x máquina está desta forma:




  • Fevereiro/1992
    Deep Blue 2,0 x Kasparov 4,0
  • Maio/1997
    Deep Blue 3,5 x Kasparov 2,5
  • Outubro/2002
    Deep Fritz 4,0 x Kramnik 4,0
  • Novembro/2006
    Fritz 4,0 x Kramnik 2,0

    Hoje já é consenso no mundo do xadrez que um campeão mundial não mais vence um software.

    A força de um jogador no xadrez é medida através de um cálculo cujo resultado é o ELO. O ELO de Kramnik hoje é 2785 e o ELO do Fritz já passou de 2800.

    Fritz hoje já é mais forte que o humano mais forte. E Fritz não envelhece, não gripa, não fica tenso.

    E não morre.