Meu post “Da Ética” é um adendo ao belo texto de Elisa Lucinda.
“
Meu coração está aos pulos!Quantas vezes minha esperança será posta à prova? Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro.Do meu dinheiro, do nosso dinheiro, Que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós. Para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz. Mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó E dos justos que os precederam: “Não roubarás”. “Devolva o lápis do coleguinha”. “Esse apontador não é seu, minha filha”.Pois bem, se mexeram comigo, Com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, Então agora eu vou sacanear: Mais honesta ainda vou ficar!Só de sacanagem! Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba” E eu vou dizer: “Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez”. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”. E eu direi: “Não admito, minha esperança é imortal”. E eu repito: “Ouviram? IMORTAL!”Sei que não dá para mudar o começo Mas, se a gente quiser, Vai dar para mudar o final!
“
Em http://www.revista.agulha.nom.br/elisalucinda3.html, acessado em 12/07/2007.
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Da ética
Quando determinado objeto sofre uma deformação e retorna ao seu estado original, dizemos que houve uma deformação elástica. Quando a deformação é permanente, e o objeto não volta ao seu estado original ocorre um deformação plástica. Estes são dois conceitos básicos da Mecânica Clássica, uma das grandes partes da Física.
Pois a ética é assim: plástica!
Essa sucessão de escândalos sobre corrupção que assola o país atualmente, e que já vem permeando a história do Brasil, faz pensar.
É tudo tão ilógico e descabido que assusta.
O conceito de servir foi há muito esquecido e substituído pelo usurpar. Temos a figura do Usurpador Público. Eles competem entre si, em uma bizarra e deplorante maratona onde o vencedor é quem mais usurpa.
Não vou listar aqui as afrontas políticas e éticas às quais somos submetidos. Basta dizer que tudo é feito em nome do poder e do dinheiro. Quando eu digo tudo, quero dizer TUDO DE RUIM. Tudo mesmo. Mentir, roubar, trair, matar, trapacear, etc.
A coisa é tão intensa que beira o absurdo. Parece um conto de Borges ou uma situação sem pé nem cabeça daquelas de Alice no país das maravilhas. Uns organismos vivos como Severino Cavalcanti, Antônio Carlos Magalhães e recentemente Renan Calheiros são figuras de ficção. O mundo no qual eles vivem, lhes é próprio, criado e regido por suas próprias leis. Sendo assim, eles tentam adaptar a realidade ao seu próprio mundo, cujos pilares são o poder e o dinheiro.
Nessa adaptação da realidade ao seu próprio mundo, eles atropelam as pessoas, as instituições, o país.
Mas o que eu acho importante é o seguinte: um universo como o que eles vivem não se constrói de uma hora para outra. O nosso mundo interno é fruto de vivências, experiências, personalidade, etc. Uma série de fatores que são elaborados ao longo da vida. Coisas que um antropólogo ou psicólogo pode explicar melhor.
Nesse universo deles falta um elemento inquestionável: a ética.
Em algum momento de suas pobres vidas eles prescindiram da ética pela primeira vez. E essa vez bastou. Esse é o ponto.
Mas o querer levar vantagem em tudo está impregnado na população. Muitos desses 500 organismos vivos que estão lá em Brasília saíram de camadas modestas da população e repetem em uma proporção maior o que a população faz também.
O comércio de objetos roubados, dar troco errado, receber troco errado, furar fila, explorar o empregado, roubar do empregador, adulterar gasolina, abusar da boa fé das pessoas, super -faturar um trabalho, enfim, qual a diferença entre cada uma dessas coisas e querer pagar a pensão da mulher com dinheiro público?
É só uma questão de proporção. Mas o princípio é o mesmo.
E quando começa-se com pequenas práticas anti-éticas, isso fará parte da cultura da pessoa. Será incorporado ao seu proceder. Passa a ser natural e aceitável.
(O que se vê pela televisão choca porque a televisão diz que é chocante e é grave. Não fosse a mídia dar o ar de grave, muitos não se chocariam porque lhes seria natural.)
Criar o conceito de ética é uma questão de educação. As pessoas têm de ser educadas com noções éticas.
E a ética é plástica. Se eu ceder uma vez em termos éticos, dificilmente voltarei atrás. Ad infinitum.
Pois a ética é assim: plástica!
Essa sucessão de escândalos sobre corrupção que assola o país atualmente, e que já vem permeando a história do Brasil, faz pensar.
É tudo tão ilógico e descabido que assusta.
O conceito de servir foi há muito esquecido e substituído pelo usurpar. Temos a figura do Usurpador Público. Eles competem entre si, em uma bizarra e deplorante maratona onde o vencedor é quem mais usurpa.
Não vou listar aqui as afrontas políticas e éticas às quais somos submetidos. Basta dizer que tudo é feito em nome do poder e do dinheiro. Quando eu digo tudo, quero dizer TUDO DE RUIM. Tudo mesmo. Mentir, roubar, trair, matar, trapacear, etc.
A coisa é tão intensa que beira o absurdo. Parece um conto de Borges ou uma situação sem pé nem cabeça daquelas de Alice no país das maravilhas. Uns organismos vivos como Severino Cavalcanti, Antônio Carlos Magalhães e recentemente Renan Calheiros são figuras de ficção. O mundo no qual eles vivem, lhes é próprio, criado e regido por suas próprias leis. Sendo assim, eles tentam adaptar a realidade ao seu próprio mundo, cujos pilares são o poder e o dinheiro.
Nessa adaptação da realidade ao seu próprio mundo, eles atropelam as pessoas, as instituições, o país.
Mas o que eu acho importante é o seguinte: um universo como o que eles vivem não se constrói de uma hora para outra. O nosso mundo interno é fruto de vivências, experiências, personalidade, etc. Uma série de fatores que são elaborados ao longo da vida. Coisas que um antropólogo ou psicólogo pode explicar melhor.
Nesse universo deles falta um elemento inquestionável: a ética.
Em algum momento de suas pobres vidas eles prescindiram da ética pela primeira vez. E essa vez bastou. Esse é o ponto.
Mas o querer levar vantagem em tudo está impregnado na população. Muitos desses 500 organismos vivos que estão lá em Brasília saíram de camadas modestas da população e repetem em uma proporção maior o que a população faz também.
O comércio de objetos roubados, dar troco errado, receber troco errado, furar fila, explorar o empregado, roubar do empregador, adulterar gasolina, abusar da boa fé das pessoas, super -faturar um trabalho, enfim, qual a diferença entre cada uma dessas coisas e querer pagar a pensão da mulher com dinheiro público?
É só uma questão de proporção. Mas o princípio é o mesmo.
E quando começa-se com pequenas práticas anti-éticas, isso fará parte da cultura da pessoa. Será incorporado ao seu proceder. Passa a ser natural e aceitável.
(O que se vê pela televisão choca porque a televisão diz que é chocante e é grave. Não fosse a mídia dar o ar de grave, muitos não se chocariam porque lhes seria natural.)
Criar o conceito de ética é uma questão de educação. As pessoas têm de ser educadas com noções éticas.
E a ética é plástica. Se eu ceder uma vez em termos éticos, dificilmente voltarei atrás. Ad infinitum.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Corrupção em uma ditadura
Continuo achando que a pior democracia ainda é melhor que a melhor das ditaduras.
Mas com aquelas 500 criaturas brincando de fazer política no Senado e na Câmara dos Deputados...
A fonte da matéria abaixo é o UOL (http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2007/07/10/ult34u185523.jhtm)
10/07/2007 - 10h03
Ex-ministro condenado por corrupção é executado na China
(AFP Em Pequim)
Um ex-ministro acusado de corrupção foi executado nesta terça-feira na China, o que é considerado um exemplo e uma advertência a poucos meses do congresso do Partido Comunista (PC), que estará centrado na "harmonia" para desativar as tensões sociais e o mal-estar da população.
Zheng Xiaoyu, 62, foi condenado por receber propina de empresas farmacêuticas para não fiscalizá-las corretamente.
A Suprema Corte rejeitou a apelação apresentada pelo ex-diretor da Administração do Estado para a Alimentação e os Medicamentos na China, Zheng Xiaoyu, 62 anos, condenado à morte no final de maio por ter recebido 6,4 milhões de yuans (620.000 euros) de suborno por parte de empresas farmacêuticas e por descumprimento do dever.
A execução do ex-ministro, demitido há dois anos, aconteceu dentro de um contexto de escândalos que questionam a qualidade dos produtos do país, em particular para a exportação.
"É uma decisão muito política", disse Nicholas Bequelin, pesquisador da organização Human Rights Watch em Hong Kong."
O objetivo é enviar uma mensagem clara ao interior da China para destacar que o governo não aceitará a corrupção", acrescentou.
Com a aproximação dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 e do congresso no qual o mandato do governante chinês Hu Jintao deve ser renovado, o PC decidiu enfatizar o combate à corrupção.
Há vários meses, a imprensa dá destaque a reportagens sobre o estilo de trabalho dos quadros dirigentes.
Em uma entrevista recente à revista Study Times, He Yong, vice-secretário da Comissão de Disciplina do PC, organismo responsável por descobrir os dirigentes corruptos, manifestou suas inquietações e afirmou que esta é "uma questão de vida ou morte para o Partido e o Estado".
Também advertiu contra as desvios dos que utilizam seu poder em benefício próprio, de amigos ou familiares, enquanto a população enfrenta dificuldades crescentes: preço dos aluguéis, emprego, previdência social, gastos escolares, problemas de meio ambiente, expulsões, pedidos de terra no campo."
Devido ao trabalho mal feito, à burocracia e ao não cumprimento do dever, os problemas não foram resolvidos, o que agrava a situação e leva inclusive a incidentes de massa que perturbam a estabilidade social", disse He."
É preciso punir severamente as faltas dos dirigentes", acrescentou.
Para He Weifang, professor de Direito na Universidade de Pequim, a execução de Zheng está destinada "a acalmar a revolta popular".
O ex-ministro Zheng Xiaoyu foi demitido em junho de 2005 depois de comandar durante oito anos a Administração de Alimentação e Medicamentos (SFDA), no qual implementou um sistema de autorização de remédios particularmente polêmico.
Dois ex-assessores de Zheng também foram condenados por corrupção, um à pena de morte com clemência de dois anos e outro a 15 anos de prisão.
Mas com aquelas 500 criaturas brincando de fazer política no Senado e na Câmara dos Deputados...
A fonte da matéria abaixo é o UOL (http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2007/07/10/ult34u185523.jhtm)
10/07/2007 - 10h03
Ex-ministro condenado por corrupção é executado na China
(AFP Em Pequim)
Um ex-ministro acusado de corrupção foi executado nesta terça-feira na China, o que é considerado um exemplo e uma advertência a poucos meses do congresso do Partido Comunista (PC), que estará centrado na "harmonia" para desativar as tensões sociais e o mal-estar da população.
Zheng Xiaoyu, 62, foi condenado por receber propina de empresas farmacêuticas para não fiscalizá-las corretamente.
A Suprema Corte rejeitou a apelação apresentada pelo ex-diretor da Administração do Estado para a Alimentação e os Medicamentos na China, Zheng Xiaoyu, 62 anos, condenado à morte no final de maio por ter recebido 6,4 milhões de yuans (620.000 euros) de suborno por parte de empresas farmacêuticas e por descumprimento do dever.
A execução do ex-ministro, demitido há dois anos, aconteceu dentro de um contexto de escândalos que questionam a qualidade dos produtos do país, em particular para a exportação.
"É uma decisão muito política", disse Nicholas Bequelin, pesquisador da organização Human Rights Watch em Hong Kong."
O objetivo é enviar uma mensagem clara ao interior da China para destacar que o governo não aceitará a corrupção", acrescentou.
Com a aproximação dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 e do congresso no qual o mandato do governante chinês Hu Jintao deve ser renovado, o PC decidiu enfatizar o combate à corrupção.
Há vários meses, a imprensa dá destaque a reportagens sobre o estilo de trabalho dos quadros dirigentes.
Em uma entrevista recente à revista Study Times, He Yong, vice-secretário da Comissão de Disciplina do PC, organismo responsável por descobrir os dirigentes corruptos, manifestou suas inquietações e afirmou que esta é "uma questão de vida ou morte para o Partido e o Estado".
Também advertiu contra as desvios dos que utilizam seu poder em benefício próprio, de amigos ou familiares, enquanto a população enfrenta dificuldades crescentes: preço dos aluguéis, emprego, previdência social, gastos escolares, problemas de meio ambiente, expulsões, pedidos de terra no campo."
Devido ao trabalho mal feito, à burocracia e ao não cumprimento do dever, os problemas não foram resolvidos, o que agrava a situação e leva inclusive a incidentes de massa que perturbam a estabilidade social", disse He."
É preciso punir severamente as faltas dos dirigentes", acrescentou.
Para He Weifang, professor de Direito na Universidade de Pequim, a execução de Zheng está destinada "a acalmar a revolta popular".
O ex-ministro Zheng Xiaoyu foi demitido em junho de 2005 depois de comandar durante oito anos a Administração de Alimentação e Medicamentos (SFDA), no qual implementou um sistema de autorização de remédios particularmente polêmico.
Dois ex-assessores de Zheng também foram condenados por corrupção, um à pena de morte com clemência de dois anos e outro a 15 anos de prisão.
terça-feira, 26 de junho de 2007
Políticos mineiros
O Deputados Estaduais, na Assembléia Legislativa, querem impunidadade para si e seus colegas.
Um projeto de lei que eles propuseram de forma irregular (diga-se de passagem) faria com que eles não pudessem ser investigados pelo Ministério Público. Isso já acontece com o Governador e uma pequena corja que o cerca.
Aécio tem até sexta para sair dessa.
Veja o histórico em
http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2007/06/15/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=15944/em_noticia_interna.shtml
http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2007/06/26/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=17426/em_noticia_interna.shtml
Um projeto de lei que eles propuseram de forma irregular (diga-se de passagem) faria com que eles não pudessem ser investigados pelo Ministério Público. Isso já acontece com o Governador e uma pequena corja que o cerca.
Aécio tem até sexta para sair dessa.
Veja o histórico em
http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2007/06/15/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=15944/em_noticia_interna.shtml
http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2007/06/26/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=17426/em_noticia_interna.shtml
quinta-feira, 21 de junho de 2007
O Pan do Rio II
Jouca Kfouri comenta o Pan no forum da revista Caros Amigos.
Veja em http://forums.ecomm.com.br/cgi/dnewsweb.exe?cmd=article&group=forum.carosamigos&item=8647&utag=
Valeu!
Veja em http://forums.ecomm.com.br/cgi/dnewsweb.exe?cmd=article&group=forum.carosamigos&item=8647&utag=
Valeu!
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