terça-feira, 22 de junho de 2010

Burros somos nós

Silvio Santos soltou três pérolas em menos de quarenta minutos em seu último programa de domingo.

Diante das suas colegas de trabalho que gritavam “aviãozinhôôô, aviãozinhôôô, aviãozinhôôô” que se tratava de notas de cem reais dobradas em formato de aviõezinhos de papel, Silvio nos brindou com essa: “Prometer para pobre e dever para rico são as piores coisas que existem”.

Em seguida, uma beldade disputava com Márcio Greick um daqueles joguinhos criativos quando ouviu: “É. Você é boa, hein?”

E para finalizar: “Cadê aquela gordinha?”, se referindo a uma de suas dançarinas.

São golpes de mestre.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Mais um spam matemático!

Vamos elucidar mais um mistério matemático neste post.

Corre na internet o spam abaixo. Recebi versões do “açaí na tigela” e da “cerveja”. Vou reproduzir abaixo a versão da cerveja e em seguida segue a resolução. Sugiro que você faça a brincadeira antes de ver a resposta.


Não diga sua idade! Eu vou dizer!
Vou dizer sua idade pela MATEMÁTICA DA CERVEJA!
Não trapaceie! É rápido!
1. Primeiro: escolha o número de vezes que você gostaria de tomar Cerveja na semana (mais do que 1 menos que 10)
2. Multiplique o número por 2 (apenas para ser ousado)
3.Adicione 5
4. Multiplique por 50 (vou esperar enquanto você pega uma calculadora)
5. Se você já tiver feito aniversario esse ano some 1760. Se não tiver feito, some 1759.
6. Agora subtraia os quatro dígitos do ano em que você nasceu.
você agora deve ter um número de três dígitos. O primeiro digito foi o número que você escolheu!
E os próximos dois números são SUA IDADE! Depois me paga uma Cerveja, um pelo meu talento e fica tudo certo.
ESTE É O ÚNICO ANO QUE ISSO VAI FUNCIONAR (2010) ENTÃO ESPALHE ENQUANTO PODE.

É o seguinte: se alguém nos pergunta o ano em que nascemos e em seguida nos diz a nossa idade, não haverá surpresa nenhuma nisso. Mas se alguém começa nos perguntando algo diferente, nos distrai a atenção e no meio da conversa nos pergunta o ano de nascimento, e depois no final nos diz a idade, aí sim, pode ser surpreendente. É isso o que o e-mail faz.

O joguinho funciona mesmo. Na verdade informamos um número qualquer e também a idade quando informamos o ano de nascimento no item 6.

Tendo essas duas informações, realmente o resultado será sempre o número informado pela pessoa (no item 1 do e-mail) seguido de sua idade (calculada através do item 6).

Por exemplo:

Número informado (n)Idade (i)Resultado (r)
420420 = 4 x 100 + 20
639639 = 6 x 100 + 39
118118 = 1 x 100 + 18

Ou seja, o resultado é o número informado multiplicado por 100, somado à idade. Escrevendo de forma matemática teremos:

r = 100n + 2010 – i

Neste ponto, vemos que se for informado um número qualquer e a subtração (2010 - i), chegamos ao resultado. Dessa forma já é possível fazer a mágica.

Mas ficaria sem graça se a brincadeira fosse somente isso. O que se fez então, foi elaborar um pouco mais a equação acima utilizando um recurso muito comum em matemática chamado de Fatoração.

Fatorar um número ou uma expressão é “quebrá-la” em partes menores.

Vamos quebrar em partes menores a equação acima:

Sabemos que 2010 = 250 + 1760, logo

r = 100n + 250 + 1760 – i

100n + 250 pode ser fatorado como (2n + 5)50, o que nos leva a:

r = (2n + 5)50 + 1760 - i

que já é o resultado a brincadeira.

Veja que interessante, a equação acima corresponde exatamente aos passos devemos fazer durante a mágica:

- pensar em um número: n
- multiplicar por 2: 2n
- somar com 5: 2n + 5
- multiplicar por 50: (2n + 5)50
- somar 1760: (2n + 5)50 + 1760
- subtrair o ano de nascimento: (2n + 5)50 + 1760 – i

É isso.

Mas por que pensar somente um número entre 1 e 9?
É isso que garante que o primeiro dígito do resultado é o número que foi informado no início. Se a pessoa escolher um número entre 10 e 99, o resultado será a idade antecedida dos dois dígitos. Se for entre 100 e 999, o resultado será a idade antecedida dos três dígitos escolhidos.

Por que só funciona esse ano?
Na verdade, funciona para qualquer ano, basta 1761 no lugar de 1760.

That's all folks.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Ok. The blue men group won

Como não tenho o hábito de ir ao cinema e não gosto muito da qualidade das cópias piratas, só fui assistir Avatar agora: 6 meses após seu lançamento.

O filme é realmente impressionante. Previsível mas envolvente, longo mas estimulante. De um colorido  realmente inebriante e quase poético.


A encarnação do mal, o coronel Miles Quaritch, poderia ser menos caricata. (Lembra o personagem de Doom, jogo precursor em terceira pessoa). O roteiro muito óbvio remete a estórias já conhecidas.

Vendo Sigourney Weaver e aqueles exoesqueletos não tem como não lembrar imediatamente de Aliens (1986, dele mesmo). A dinâmica de uso dos Avatares remete a um misto de Matrix (1999, Irmãos Wachowski) com Substitutos (2009, Jonathan Mostow).

Mas o diferencial fica por conta da idéia da rede neural ecológica, uma suposta divindade inteligente com a qual os nativos se conectam. Tudo a ver com a ditadura ecológica na qual vivemos.

Avatar impressionou-me não pela tecnologia 3D, à qual teremos acesso de fato daqui a alguns bons anos. A maioria esmagadora dos espectadores assistiu o filme no bom e velho 2D.

O que me chamou a atenção foi a expressividade facial dos personagens virtuais, mesmo sabendo que a técnica é de captura de ação. As expressões faciais têm emoção e não são “quadradas” como em O Expresso Polar (2004, Robert Zemeckis). O rosto dos atores são totalmente convincentes sobre o longo pescoço e o corpo de 3 metros dos Na´vy. É realmente impressionante. Zoe Saldana é cativante, mesmo azul!


Ok, pessoal do trabalho. A pergunta que não quer calar: os efeitos são melhores que Star Wars? Sim, são.

(Mas a corrida de pods do Episódio I não deixa nada a dever à cena de guerra de Avatar.)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O fim

Fim é a morte, o resto é recomeço; pois a vida é maior que o fato.




quarta-feira, 2 de junho de 2010

Crianças e internet

Marcelo Tas respondendo à pergunta da mocinha.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

De volta ao iMasters

A série sobre Gerência de Projetos que iniciei no meu blog será publicada também no iMasters.
O iMasters é um portal sobre tecnologia, com grande visibilidade, para o qual escrevem também grandes nomes de TI.

Já havia escrito alguns artigos para o site e retorno agora com um foco em Gerência de Projetos.
Serão artigos mais monográficos, menos subjetivos que os anteriores, portanto menos polêmicos.
Espero ainda assim um bom número de visualizações e comentários.

Confiram!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Gerência de Projetos - Uma Introdução

Resumo

Este ensaio é uma introdução à gerência de projetos através da exposição de alguns dos principais conceitos dessa área de conhecimento. Será um ferramental básico para o início do estudo da mesma e o entendimento dos próximos ensaios da série.

Neste primeiro ensaio define-se Trabalho Operacional, Trabalho de Projeto, Projeto, Ciclo de Vida do Projeto e Ciclo de Vida do Produto, além de uma breve exposição histórica sobre a Gerência de Projeto.

Trabalho Operacional x Trabalho de Projeto

As organizações realizam trabalho para atingir um conjunto de objetivos. Esse trabalho dá suporte às operações da empresa e a mantém. Normalmente esse trabalho é de natureza operacional e possui duas características marcantes:

• é contínuo
• e produz serviços, produtos ou resultados repetitivos.

Tomando como exemplo uma montadora de automóveis, poder-se-ia dizer que o trabalho principal da organização é montar o automóvel. Dessa forma a linha de montagem é a principal atividade dentro da organização. É ela que funciona ininterruptamente e é estratégico para a empresa. A linha de montagem é um exemplo de trabalho de natureza operacional: é contínua e produz um resultado repetitivo.

Eventualmente surge um novo trabalho na empresa de natureza diferente do trabalho de natureza operacional. Por exemplo:

• desenvolvimento de um novo produto ou serviço,
• instalação de produtos ou serviços,
• desenvolvimento, aquisição ou aperfeiçoamento do sistema de informações de um departamento.

Esses trabalhos são marcados pela sua não continuidade e pela produção de um resultado exclusivo. Trabalhos dessa natureza são chamados de projetos.

Projeto é um esforço realizado em um período de tempo determinado (com data de início e fim) para produzir um resultado único.

Um projeto inicia na data estipulada no Termo de Abertura do Projeto e termina quando o cliente recebe o que foi acordado ou quando o projeto for cancelado. Um projeto deve produzir um resultado único, pois do contrário, se produzir algo que já existe, possivelmente trata-se de um processo, uma linha de montagem ou de um trabalho operacional.

A Gerência de Projeto – Breve Histórico

A Revolução Industrial, iniciada no século XVIII no Reino Unido, além de alterar a forma como as empresas operavam, criou a necessidade de novas formas de administrar e gerenciá-las.

Frederick Taylor (1856-1915) foi um dos primeiros a utilizar uma abordagem científica na forma de administrar as organizações. Taylor mostrou que o trabalho pode ser mais bem controlado se dividido em partes menores e mais simples. Seu sócio, Henry Gantt (1861-1919) gerenciou a construção de um navio durante a II Guerra Mundial e durante essa experiência criou um gráfico de barras horizontais que representam atividades em seqüência dentro de um projeto. Esse gráfico ficou conhecido como Diagrama de Gantt e é utilizado até hoje com poucas alterações em relação à época de sua criação.

Após a II Guerra Mundial a complexidade dos projetos exigiu novas práticas gerenciais. Nos EUA, grandes projetos da marinha e da NASA, estimularam pesquisas acadêmicas e cientistas a abordarem a gerência de projetos. Em 1968, cinco profissionais na Filadélfia, nos EUA, se reuniram para estudar melhores práticas de gestão de projetos, e desses estudos, encontros e necessidades de divulgar e pesquisar a Gerência de Projetos surgiu o PMI (Project Management Institute). O PMI hoje é a maior instituição internacional em termos de Gerência de Projeto e em 1991 foi a primeira instituição internacional a ter seu Programa de Certificação reconhecido pela ISO 9001.

O PMI propõe uma metodologia que divide o gerenciamento de projetos em grupos de processos, áreas de conhecimento e responsabilidade profissional e social.

Ciclos de vida

É preciso diferenciar o “Ciclo de Vida do Projeto” do “Ciclo de Vida de Produto” e atentar para o fato de que o Gerente de Projeto deve adotar uma metodologia para a Gerência do Projeto.

O Ciclo de Vida do Projeto se relaciona às diferentes fases por que passa cada projeto. Cada ramo de atividade possui um ciclo de vida diferente para seus projetos. Um ciclo de vida de projeto na construção civil poderia ser definido como: 1. Análise de viabilidade, 2. Planejamento, 3. Design, 4. Produção, 5. Entrega e 6. Ativação. No desenvolvimento de software poderíamos ter 1. Análise de Requisitos, 2. Projeto Físico, 3. Projeto Lógico, 4. Desenvolvimento, 5. Testes e 6. Entrega.





O Ciclo de Vida do Produto diz respeito às fases pelas quais um produto já pronto (um prédio ou um software como citados anteriormente) passa desde sua criação até a sua desativação. É possível que para gerenciar cada fase da vida do produto seja necessária a criação de projetos. Veja Figura 3.



Outros Conceitos

Muitos outros conceitos fundamentais devem ser estudados para a formação de um conhecimento introdutório à Gerência de Projetos. Dentre eles pode-se citar:

• restrições,
• partes interessadas (stakeholders),
• portfólio e programa,
• estrutura organizacional do tipo matriz e
• lições aprendidas.

Neste primeiro ensaio não se pretende esgotar os conceitos principais. Ao longo de uma série de ensaios, abordaremos a Gerência de Projetos fazendo referência e definindo conceitos necessários ao estudo.

Bibliografia

MULCAHY, Rita. Preparatório para o Exame de PMP; 6. ed. EUA : RMC Publications 2009.

PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Site oficial do PMI; http://www.pmi.org Acessado em 10/05/2010.

PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos; 4. ed. Pennsylvania, EUA : Project Management Institute 2008.

REZENDE, Denis Alcides. Engenharia de Software e Sistemas de Informação; 2. ed. Rio de Janeiro : Brasport 2002.

WIDEMAN, R. Max. The Project Management Institute. Project Management Journal. EUA, p. 30-35, jun, 1985.